O lançamento do filme 'Elize: Sombras de uma Mulher', voltou a trazer os holofotes à vida de Elize Matsunaga, que hoje cumpre pena em regime aberto e também foi retratada na série 'Tremembé', lançada em 2025, que mostrou os bastidores de sua prisão ao lado de Suzane von Richthofen e outras famosas.
Estrelado por Lorena Comparato, o longa acompanha uma versão ficcional da trajetória de Elize Matsunaga, retratando desde sua infância até os acontecimentos que culminaram na morte do empresário Marcos Matsunaga, em 2012, crime pelo qual ela foi condenada.
Além da curiosidade em torno do que aconteceu com a filha de Elize, que hoje está com 16 anos, boa parte do público também tem se perguntado se a ex-presidiária teria recebido alguma quantia para ter sua história contada pela Netflix. A resposta passa pela legislação brasileira e pelo formato adotado pelo longa.
Por se tratar de uma obra de ficção baseada em fatos amplamente divulgados pela imprensa, a produção não depende de autorização da pessoa retratada para ser realizada. Também não existe obrigação de pagamento à condenada pela utilização da história.
De acordo com informações do portal Metrópoles, a Justiça brasileira entende que ninguém pode obter vantagem financeira em decorrência do próprio crime. Na prática, isso significa que adaptações desse tipo não geram, obrigatoriamente, qualquer remuneração para o condenado.
Até o momento, não há qualquer registro de que Elize Matsunaga tenha recebido dinheiro da Netflix pela produção do filme. Segundo informações divulgadas, Lorena Comparato e a equipe responsável pelo longa desenvolveram o projeto sem a participação de Elize. Procurada pelo portal Metrópoles, a Netflix também não comentou o assunto.
Ainda assim, não existe qualquer indicativo de que tenha ocorrido transferência de valores para a condenada.
Lançado nesta semana, 'Elize: Sombras de uma Mulher' quebrou as barreiras geográficas e foi um completo sucesso no Brasil e no exterior. De acordo com dados do site FlixPatrol, apurados pelo Purepeople, o filme chegou a figurar no TOP 1 de 49 países, mas acabou sendo desbancado da maioria deles pelo lançamento de '72 Horas em Miami'.
© Divulgação, Netflix
Essa não é a primeira vez que o tema gera questionamentos. Em 2021, quando a Netflix lançou a série documental 'Elize Matsunaga: Era Uma Vez um Crime', muitas pessoas acreditaram que ela teria recebido um cachê para conceder entrevistas exclusivas.
Na época, porém, a informação foi desmentida pela jornalista Thaís Nunes, idealizadora do documentário, e pelos produtores da série. Segundo eles, uma das condições estabelecidas durante as negociações era justamente que nenhum dos entrevistados seria remunerado pela participação. As conversas para viabilizar o projeto duraram cerca de 18 meses.
Ainda de acordo com a equipe responsável pelo documentário, o principal argumento para convencer Elize Matsunaga a gravar cerca de 21 horas de depoimentos não foi financeiro: ela aceitou participar para registrar sua versão dos acontecimentos e deixar esse relato para a filha, com quem nunca mais teve contato após o crime.
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